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E-commerce na prática: como montar uma loja virtual do zero

E-commerce na prática: como montar uma loja virtual do zero
#Marketing
13 de agosto - min de leitura

Como montar um e-commerce partindo do zero de forma descomplicada. Aprenda excelentes estratégias de negócios e fuja dos erros mais comuns.


Desde que a pandemia causada pelo novo coronavírus chegou ao Brasil, o comportamento de consumo das pessoas passou por mudanças significativas, o que também mudou a atuação de varejistas e muitos começaram um e-commerce do zero.

Neste cenário, o virtual ganhou uma importância nunca antes vista no país. Segundo estudo do Movimento Compre&Confie, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), somente nos cinco primeiros meses de 2020, o e-commerce brasileiro faturou quase R$ 42 bilhões, número 57% maior do que no mesmo período de 2019.

Nestes números, estão inclusas 100 mil novas lojas virtuais que foram colocadas no ar durante a pandemia. Fatores que já seduziam empresários, como baixo investimento inicial e boa rentabilidade, ajudaram tanto quem já pensava em abrir um e-commerce quanto quem precisou fazer isso às pressas.

Com isso, vem também a necessidade de alertar sobre a importância de se ter organização e planejamento na hora de abrir um e-commerce do zero. Afinal de contas, seguindo uma tendência geral do empreendedorismo no Brasil, muitas lojas virtuais ‘fecham as portas’ ainda no primeiro ano de atuação.

Planejamento

O primeiro passo é estudar o mercado digital e saber mais sobre o segmento no qual se pretende ingressar. Com isso, é possível conhecer e entender as ‘dores’ dos consumidores que serão o público-alvo do negócio, para saber como os produtos ou serviços que serão oferecidos podem saná-las e agregar valor.

Pensar no real propósito do negócio é, mais do que nunca, um ponto fundamental. É preciso saber onde se quer chegar. Consumidores são ainda mais exigentes nos meios digitais, e estão cada vez menos dispostos a comprar produtos e serviços que não agregam valor e não entregam um propósito muito claro.

Estabelecer metas iniciais pode ajudar a mensurar o andamento do negócio em seus primeiros passos, principalmente quando se fala em estruturação do modelo. Por isso, é importante, também, conhecer a concorrência do segmento, pois ela pode ter muito a ensinar, principalmente com problemas enfrentados anteriormente.

Avalie os diferenciais que o negócio pode ter. Oferecer mais do mesmo, definitivamente, não é o melhor caminho.

Fornecedores

Tão importante quanto saber o que e para quem se quer vender, é saber de quem se pretende comprar. Pois é, quando você abre um e-commerce do zero, logo percebe que precisa de fornecedores, pois não há como focar no core business ao mesmo tempo que se tenta fazer tudo o que é necessário para ter a loja no ar.

Pense que, para os produtos, você precisará de fabricantes, distribuidores, etc. Para o funcionamento da loja (site), você precisará de uma plataforma, dos meios de pagamento, de um sistema antifraude, dos canais de venda, etc.

Parece muita coisa, mas não se assuste. O mercado tem diversas opções muito interessantes para quem está começando um e-commerce do zero. O nível de investimento não precisa ser alto para quem não vai nascer gigante, como é o caso da maioria das lojas virtuais que surgem.

Plataforma

Para a escolha da plataforma, é preciso considerar o quanto se pretende crescer em curto prazo, pois só assim será possível definir o tipo ideal para o negócio. O mercado oferece algumas delas gratuitamente, com código aberto, mas somente as pretensões do negócio, somadas à disponibilidade de investimento inicial, poderão clarear a escolha.

Quando buscar fornecedores de plataforma, lembre-se de perguntar sobre a estrutura do código-fonte. A maneira como o código-fonte de um site é estruturado tem se provado, repetidas vezes, um importante fator de ranqueamento na página de resultados do Google. Plataformas de e-commerce que optam por um código limpo, de fácil compreensão e fortemente baseado em HTML tendem a ter vantagem nessa questão.

Além disso, pense no tempo de carregamento da página e tenha em mente que é importante considerar o que foi estudado no momento do planejamento. Por exemplo, não adianta criar um site que não seja responsivo a smartphones, pois o crescimento das compras via celular têm aumentando ano a ano.

Logística

Parte vital de um e-commerce, a logística tem que ser muito eficiente. Ela é a responsável por praticamente todas as etapas do fluxo de validação e finalização de uma compra.

Aqui, o varejista pode optar por trabalhar com os Correios ou transportadoras particulares. Independente da escolha, não se pode perder de vista a preparação para uma logística reversa, pois produtos, em diversas circunstâncias, podem ser devolvidos ou trocados por clientes, e este processo não pode ser um problema.

Meios de pagamento

Os meios de pagamento são as ferramentas responsáveis pelo caminho que o dinheiro percorrá da conta do cliente até a do varejista, e é fundamental que o comerciante conheça cada etapa deste processo.

No e-commerce, quando se fala de meios de pagamento, não se fala apenas de dinheiro, cartão e boleto. Atores como emissor, gateway, adquirente e subadquirente, pouco conhecidos por quem não atua no setor, são primordiais para que lojistas virtuais não percam vendas no momento do pagamento.

Cada lojista deve levantar os pontos que considera mais importantes para tomar a decisão sobre qual dos meios de pagamento deve utilizar.

É preciso considerar qual é o melhor sistema de cobrança para o modelo de negócio, comparar taxas cobradas por transação e emissão de boletos, escolher adquirente, gateway de pagamento, quantidade de bandeiras aceitas, solução <strong>antifraude</strong> utilizada, etc.

Antifraude

O aumento significativo das vendas no e-commerce aumenta também a fraude no setor. Segundo estudo da ClearSale, entre 1º de janeiro e 31 de maio deste ano, mais de R$ 608 milhões em fraudes foram evitadas.

Considerando que o comércio eletrônico não dispõe de alguns fatores de segurança que são comuns ao varejo físico, como presença da pessoa e checagem do chip do cartão, por exemplo, é importante contar com uma solução antifraude que ofereça equilíbrio entre tecnologia e inteligência humana para desenvolver camadas de segurança.

A ClearSale, por exemplo, investe maciçamente em inovação e tecnologia, o que permite aprovar, em média, 97% das compras de e-commerce, número substancialmente superior ao de países do primeiro mundo.

Isso quer dizer, entre outras coisas, ao pensar na escolha dos meios de pagamento, o varejista precisa ter em mente que o uso da solução antifraude pode não apenas garantir a segurança, mas também ajudar a aumentar suas vendas.

Estrutura e modelo de negócio

Os pontos anteriores dizem respeito ao que é necessário para colocar uma loja virtual no ar, mas é preciso pensar, também, em tudo o que é necessário para que haja tráfego (audiência) e que funcione. Ou seja, para que seja possível receber pedidos e finalizar pagamentos.

Além da estrutura legal, para que seja uma empresa devidamente registrada e regulamentada, é neste momento que o empreendedor precisa ter foco em ações que trazem o máximo de resultado, investindo apenas no que é realmente necessário para o que se chama de ‘mínimo viável’. Isso significa focar em pontos sem os quais não é possível colocar a loja para funcionar, e deixar todos os outros para um segundo momento.

Canais de tráfego no site

Via de regra, para iniciar a estrutura de vendas em um e-commerce, não é preciso muito mais do que um meio para atrair audiência e um outro para concluir as transações. No que diz respeito à audiência, as redes sociais podem ser grandes aliadas de quem está começando um e-commerce do zero. Elas são capazes de ajudar na captação, no atendimento e na fidelização de clientes, os quais passarão a conhecer o que você oferece.

Ainda no sentido de trazer mais audiência à loja virtual, vale ressaltar que campanhas afiadas de marketing digital podem colaborar substancialmente com o aumento de tráfego qualificado e, consequentemente, trazer mais conversões para o e-commerce.

Canais de vendas

O canal de vendas mais óbvio é o da plataforma. No entanto, a plataforma, por mais acessível que seja, traz consigo a necessidade de outros fornecedores, como visto anteriormente neste artigo, o que pode não ser o mais interessante para todos que estão ingressando no e-commerce. 

Alguns iniciantes podem optar por tentar vender antes mesmo de colocar o site no ar, até para testar se há ali realmente uma boa oportunidade. Para isso, algumas alternativas que têm sido bastante utilizadas são os marketplaces (como o Mercado Livre, por exemplo) e os links de pagamento, que podem ser enviados por WhatsApp ou redes sociais.

Dessa forma, enquanto você estrutura e testa alguma opções para seu e-commerce, produtos ou serviços já podem começar a ser vendidos. Assim, quando a loja virtual entrar no ar, você já terá algumas lições e sinais importantes sobre o que funciona e o que não funciona para sua loja.

Atendimento ao cliente

A excelência no atendimento é o que traz ao cliente a segurança de que eventuais problemas serão sanados sem qualquer transtorno, além de ser um ponto que garanta à empresa que seus clientes farão o melhor uso de produtos ou serviços.

Segundo uma publicação da revista Harvard Business Review, 23% dos consumidores que tiveram experiências boas com o atendimento contaram dessas experiência a 10 ou mais pessoas. Já no caso de experiências ruins, o número dobra: 46% deles relatam esse tipo de situação.

Ou seja, um atendimento ruim reverbera muito, e a credibilidade ferida é uma das piores coisas que pode acontecer para um e-commerce, principalmente para os que ainda estão começando. 

Portanto, pense em um atendimento excelente, que possa receber contato do cliente em mais de um canal. Seja rápido e eficiente na resposta, tenha o atendimento como uma oportunidade de fidelização, e não apenas como um problema para o negócio.

Indicadores

Muitos são os indicadores passíveis de medição em uma loja virtual. O problema, no entanto, é que muitos empresários não conhecem os números mais indicados para saber se o negócio segue, ou não, em um caminho de sucesso.

Taxa de aprovação de pedidos

A taxa de aprovação de pedidos é uma métrica primordial, mas que precisa estar em equilíbrio com outros números, como tempo de resposta e taxa de chargeback (estorno).

Se a aprovação é muito baixa, provavelmente a taxa de chargeback e o tempo de resposta estarão controlados, mas a loja estará, certamente, recusando muitos clientes legítimos. Por outro lado, se a aprovação é muito alta, mas o tempo de resposta é ruim e a taxa de chargeback também é alta, de nada adianta aumentar o volume de aprovações.

Taxa de reprovação e falsos-positivos

Barrar fraudes, pura e simplesmente, é fácil. Bastaria reprovar todos os pedidos com traços minimamente fora de um determinado padrão. Alguns fornecedores atuais do mercado, inclusive, cometem este erro.

Não são raras as vezes em que um varejista tem de lidar com clientes legítimos entrando em contato para reclamar a reprovação de um pedido. Pensando em tempos nos quais as redes sociais deram voz ativa a todas as pessoas, imagine o tamanho de prejuízo de reputação que tal fato pode gerar.

Muitos comerciantes estão fixados em evitar os prejuízos de aprovação de pedidos fraudulentos. No entanto, as estatísticas mostram que os custos da reprovação de bons pedidos podem ser maiores. As perdas por falsos-positivos totalizam cerca de US$ 118 bilhões por ano no e-commerce mundial, o que é 13 vezes maior do que os prejuízos com fraudes em cartões de crédito.

Tempo de resposta

O tempo médio de resposta de cada transação é um indicador valioso. O consumidor digital é cada vez mais ansioso, e dados de consultorias mostram que 53% das pessoas tendem a desistir de transações quando a resposta não é imediata. 

Agora, imagine em seu e-commerce quantos clientes podem, por exemplo, abandonar os carrinhos de compra no momento do checkout porque sua análise antifraude é relativamente demorada. Analisar pedido a pedido, de maneira quase que manual, é inviável para quem pretende escalar o negócio e obter sucesso. Procure fornecedores que prezam, entre outras coisas, pela rapidez na resposta

Chargeback

Chargeback é o nome dado ao estorno que acontece quando o titular de um cartão não reconhece uma compra. O problema é que, dependendo da plataforma que se usa, é possível que o varejista nem sequer conheça a taxa de chargeback de sua empresa – ou então ele até conhece o número, mas não sabe se é uma taxa alta ou baixa, aceitável ou preocupante.


Conhecer a taxa de chargeback, bem como saber se ela está dentro da média de seu nicho de mercado, é primordial para o desenvolvimento sustentável de todo e qualquer negócio.

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Cultura de dados dentro das empresas: como criar um pensamento data-driven? img
#Dados

Cultura de dados dentro das empresas: como criar um pensamento data-driven?

Em um mercado cada vez mais competitivo, aprender como implantar cultura de dados pode somar pontos na conquista de novos clientes e na retenção dos já existentes, saindo na frente da concorrência.Isso quer dizer que criar uma cultura de dados nas empresas é um investimento rentável, pois estabelece estratégias mais concretas na hora da tomada de decisões.Entenda neste artigo os benefícios de uma cultura orientada a dados e como se preparar para os desafios no meio do caminho.Como implantar cultura de dados nos mais diferentes tipos de negócios Uma cultura orientada a dados é aquela que firma resoluções que trazem resultados mais precisos para os mais diversos segmentos de mercado, por meio da coleta de dados e análise.Porém, para que esta dinâmica seja um fato, as companhias precisam minerar dados de maneira organizada, em seus diversos departamentos, para que o processo não sofra limitação de acesso.A cultura de dados nas empresas, também chamada de cultura analytics, permite que esse mar de informações seja compilado em um só lugar, para que todas as áreas da instituição tenham acesso fácil e ágil àquelas informações.Esse patamar de gestão orientada por dados exige um mindset ágil, vontade de transformar e um passo de cada vez.Passo a passo para implementar uma cultura de dadosAntes de dar o primeiro passo, tenha em mente que todas as equipes envolvidas devem fazer uso de uma cadeia de fornecimento de dados unificados e em constante atualização.Além disso, todos precisam conhecer seu público e a definição do negócio. Essas são algumas informações importantes que devem ser definidas, disseminadas e assimiladas pela equipe de dados.Ok, sabemos que, na prática, o processo é bem mais complexo. Portanto, separamos três diretrizes que tornarão possível não só a implantação da cultura de dados na sua empresa, como ajudarão a alcançar os benefícios dela a médio prazo.Trabalhe com métricasEstabeleça as principais métricas, não muitas, que pretende atingir a curto prazo e comece por aí, modestamente.Por exemplo, acompanhe o número de acessos do site da sua marca pelo Google Analytics, ou os números de suas redes sociais, monitorando o crescimento desses canais digitais em um período pré-determinado.Tenha um planejamento definidoNovas ações, produtos ou campanhas precisam de planejamento, com etapas, métricas e metas que meçam sua evolução. Assim, todos se conectam aos dados daquela ação e agem por esse guia.Organize uma rotina para essa dinâmica Toda cultura de dados depende de uma rotina regular de acompanhamento para dar certo. Isso significa que as equipes precisam acompanhar os indicadores que possuem maior variação e que podem gerar mais impacto em seus trabalhos, estipulados e monitorados de perto, diária ou semanalmente. Use ferramentas para implantar uma cultura de dadosA base para criação de uma cultura de dados é promover a transformação, lembra? Então, antes de avaliar algo ou criar um painel, é necessário pensar sobre as hipóteses, o que quer provar, aprimorar ou entender com ele.Banco de dados, BI e CRM são algumas das ferramentas utilizadas para otimizar o trabalho dos colaboradores e facilitar o acesso à informação e a transformação, de fato.Cultura analytics - como ler tendências em gráficosAté aqui, você já entendeu que dados são poderosos para a sobrevivência de qualquer empresa na Era Digital, pois dão a possibilidade de antecipar o desejo (consumo) de seu cliente.E, implementada a cultura de dados, é preciso pensar na forma de torná-los de fácil entendimento às equipes. A Data Viz é uma forma de visualização de dados por meio de uma representação visual e pode ser realizada de várias formas. Abaixo, listamos os principais tipos de gráficos para uma exposição dos dados mais atrativa e entendível a diversos departamentos, dentro de uma empresa: ➜ Histograma: gráfico que mostra a distribuição dos dados de maneira mais intuitiva.➜ Box-plot: com dados por divisão em quartis ou em perfil de sua distribuição.➜ Barras: com dados mais comparativos por tamanhos➜ Linhas: por comparativo através de linha crescente ou decrescente.➜ Traços: reflete bem tendências, com pico e comparativo.➜ Bolhas: gráfico de dispersão, que inclui uma terceira variável.➜ Oscilador: muito usado para mostrar taxas de variações, principalmente econômicas.➜ Gifs com mix de gráficos: usados para explicar variações geográficas, permitindo que o entendimento seja mais simples e de maneira dinâmica.     Para montar um belo painel de data analytics e criar um storytelling com dados, a pessoa responsável precisará de ferramentas como o Tableau, o Logi Analytics, o Birst, o Pyramid Analytics entre outra disponíveis no mercado.O futuro da gestão - cultura orientada por dadosÉ fato - a quantidade de dados gerados diariamente é enorme e em tempo real, e as empresas precisam ter esse potencial aproveitado ao máximo.Aí entra o profissional que segue a carreira em dados, não só na parte técnica, mas que saiba como traduzir tendências e com a habilidade de tornar esses dados mais acessíveis e compreensíveis. Só assim serão ativos valiosos e base de grandes decisões.Na Digital House, temos cursos voltados para a sua evolução na área de dados.Se o objetivo é se tornar um analista de dados, confira nosso programa do curso Data Analytics. Ao longo das aulas você aprende como coletar, limpar e analisar dados através de diversas ferramentas, e mais, como criar relatórios desde o primeiro passo.No curso de Data Science você se torna o(a) Cientista de Dados que o mercado procura. Aprenda sobre Python, bibliotecas SciPy, Machine Learning e descubra também como conseguir uma oportunidade na área.Leia mais no blog DH:+ Dados abertos: como usar dados públicos para gerar estratégias de negócios+ DH Alunos: de administrador de empresas à Ciência de Dados+ Resumo LGPD: tudo o que uma empresa precisa saber sobre a nova leiE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;) 

Roadmap de produto: como fazer para construir um de forma eficiente img
#Marketing

Roadmap de produto: como fazer para construir um de forma eficiente

Para que você entenda o que é um roadmap de produto da maneira mais natural, pense em um guia visual, meio mapa do tesouro. A diferença é que o “baú”, do final da história, aqui é o melhor caminho que sua empresa vai tomar para lançar um novo produto ou projeto. Um roadmap estratégico é fundamental para alcançar objetivos e agregar valor ao negócio durante a jornada. Acompanhe o caminho que traçamos neste artigo, com a colaboração do nosso professor e especialista no assunto, Rafael Burity, e entenda para que serve esta valiosa ferramenta.O que é roadmap de produto?Na árdua - e incrível - jornada do lançamento de um produto ou em um projeto, o roadmap ajuda a organizar toda a trajetória necessária para atingir determinado objetivo.Essa ferramenta dá uma visão geral de cada ação e oferece as direções que devem ser tomadas. Prática, como o próprio nome já sugere, o roadmap utiliza recursos visuais, para que todos se situem em uma espécie de  mapa.Pra que serve o roadmap?Então, qual o objetivo principal de utilizar um roadmap de produto? Justamente manter você e sua equipe focados, com acesso às melhores direções para conquistar o target.Ele deve ser elaborado no momento em que um novo produto ou projeto é idealizado, e continuar a ser usado, mesmo após o lançamento do produto, com as seguintes informações bem claras: seu mercado, seu público, prazos, recursos, responsáveis e tarefas por ordem de prioridade.“Todo processo de construção de produto tem como ingredientes fases de discovery, definição de MVP(Minimum Viable Product) e junto a priorização de features através de um roadmap. Se formos olhar de forma bem crítica, tanto o MVP quanto o roadmap são parte integrante do discovery, porém já em fase final, sendo, sem dúvida, um momento de grande desafio”, explica Burity, que frisa a relevância da visão 360 graus do projeto.“Estamos falando em dividir um conceito, ou uma ideia, em uma lista priorizada de itens ainda pendentes e, assim, pensar nos próximos possíveis lançamentos. Só com uma visão geral do produto é que podemos nos guiar diante das interações com usuários”.Exemplo de roadmap de produto Saber para que serve o roadmap no conceito ajuda. Mas, nada como exemplos, não é mesmo? Durante a estreia de um novo produto ou projeto, o responsável precisa administrar muitas atribuições, como divisão de tarefas entre os envolvidos, prazos e atividades. E, seguindo nosso exemplo do mapa do tesouro, uma ilha deserta é imensa e uma sequência de ações para a busca pode dar mais segurança, para que tudo saia conforme o esperado - achar o tesouro.O roadmap estratégico sincroniza essas diferentes perspectivas, organizando informações para que você priorize e mensure os resultados, garantindo que as tarefas sejam realizadas de maneira a que todas as ações sejam cumpridas.Roadmap: como fazerA construção do roadmap deve se concentrar nos próximos incrementos que você deve entregar como equipe. Não importa se é um produto sendo construído do zero, ou se já em uso pelo cliente, você precisa encontrar as técnicas ideias para a sua realidade que o ajudem nessa tarefa. “Saiba que perguntar para os stakeholders se uma funcionalidade é importante não vai lhe dar as informações necessárias para uma priorização. O ideal, é que seja analisado o nível de prioridade de cada item”, explica o professor. Logo, use os problemas de usuário mais urgentes como suas diretrizes prioritárias, em vez de opiniões pessoais sobre ideias de recursos favoritos, assim como na sua estratégia de produto ou os objetivos e resultados-chave (OKRs) da empresa.Podemos concluir que o Discovery, backlog, estratégia de produto e roadmaps estão relacionados. E, para tirá-lo do papel a dica do Burity é que se compreenda um roadmap além de algo baseado em tempo, como no modelo em cascata que se assemelha a um cronograma, pois, quando falamos de uma cultura ágil, o interessante é que ele seja organizado em temas.Dessa maneira, você priorizará iniciativas mais amplas, em vez de conjuntos de recursos fixos, reconhecendo o aumento da incerteza, à medida que se olha para o futuro. “O roadmap não tem como objetivo ser preditivo, ou adivinhar o que vai dar certo. O uso de roadmaps precisa facilitar as conversas e ser o mais direcional possível com o time, tendo consciência que tudo pode mudar”, completa.Assim, podemos dividir um roadmap em três categorias:NOW - No que você está trabalhando atualmente;NEXT - O que você vai trabalhar em breve e que vai estar em discovery;LATER - O que você gostaria de trabalhar no futuro, mas precisa pesquisar um pouco mais antes de seguir em frente.Tipos de roadmapA definição de um formato depende das particularidades desse projeto. Não há um ideal. Mas, vamos citar alguns utilizados no mercado para que compreenda a dinâmica e propósitos.Roadmap de softwareO roadmap de software é muito comum, pois parte de uma análise mais profunda sobre o levantamento das necessidades do mercado.Com ele, após os aprendizados obtidos, é feita a descrição do produto e de sua arquitetura, seguida do desenvolvimento em si. Depois, há um período de testes para que, finalmente, o software seja lançado no mercado.Roadmap tecnológicoJá o roadmap tecnológico, funciona bem quando a empresa precisa atingir um objetivo em longo prazo. Ele permite aplicar a tecnologia de forma correta e estratégica, ajudando em questões técnicas e que exigem diagnóstico mais preciso.Roadmap de coachingNo roadmap de coaching, o foco é o desenvolvimento pessoal. Partindo do cenário atual, a ferramenta serve para traçar atividades que precisam ser realizadas para o desenvolvimento daquele profissional, como soft skills ou em uma transição de carreira.Roadmap de produto templateVocê já sabe o que é roadmap, para que funciona e já teve dicas do especialista para os primeiros passos. Agora, chegou a hora de tentar fazer um template do zero.Separamos alguns direcionamentos para te ajudar. Tenha claro seu objetivo estratégicoNa analogia inicial, todo mapa do tesouro precisa do X bem explícito, certo? No roadmap, também. A ele damos o nome de objetivo estratégico. Ele precisa ir direto ao ponto. Por exemplo: aplicativo pronto para rodar na data xyz.Investigue os problemas e a visão do produtoPesquise o que representa a solução para as pessoas que vão usar aquele produto. Na sequência, alinhe as necessidades dos clientes aos objetivos da empresa. Aí que está a tão falada “visão do produto”. Ela é a idealização do que o produto deve ser/fazer para ser lançado no mercado e prosperar. Neste ponto, pesquisas de mercado, testes AB, tendências de consumo e de comportamento são importantes.Tenha conhecimento sobre todos os prazos e recursos necessáriosDefina quem serão os responsáveis por cada uma das atividades, quanto tempo eles vão levar para isso e os investimentos ao longo do período.Com isso, você tem controle sobre a viabilidade do projeto e evita prejuízos.Revise seu roadmap com frequênciaCrie uma periodicidade para rever a trilha de seu roadmap e lembre-se de que ele não deve ser algo imutável. Pelo contrário, precisa ser aprimorado conforme o desenvolvimento do projeto, no caso de novas funcionalidades do produto não estarem alinhadas ao objetivo, por exemplo.Seja um Product ManagerO roadmap é uma ótima ferramenta para guiar projetos e fundamental no dia a dia de um Product Manager. Mas, só faz sentido se o negócio tiver os objetivos muito claros, orquestrados por um PM que tenha segurança para esta tarefa.Na Digital House você pode se tornar um Product Manager de sucesso. Nosso curso passa por todas as habilidades que este profissional precisa ter, incluindo metodologias ágeis e desenvolvimento de soft skills. Vamos nessa?Leia mais no blog DH:+ Gestão remota: como manter times engajados em tempos de home office?+ Futuro do trabalho: o que a tecnologia não substitui?+ Foco no cliente: entenda o que é um negócio customer centricE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;) 

Guia do desenvolvedor full stack: habilidades, salário e mercado de trabalho img
#Tecnologia

Guia do desenvolvedor full stack: habilidades, salário e mercado de trabalho

As profissões ligadas ao setor de Tecnologia da Informação vão predominar no mercado de trabalho no futuro. E não é só porque o LinkedIn falou, mas as pesquisas mostram que o setor de TI domina o mercado de trabalho. Diante desse panorama, o que um desenvolvedor full stack precisa saber para aproveitar as oportunidades?O que é um desenvolvedor Full Stack?De fato essa é a menina dos olhos de muitas empresas que precisam de uma pessoa que não saiba apenas as habilidades de um front-end ou de um desenvolvedor back-end, mas domine ambos, assim como habilidades em comunicação e metodologias ágeis.E o que é o full stack, então? É um desenvolvedor completo, que trabalha fora da zona de conforto e disposto a aprender novas habilidades o tempo todo. E aí, preparado(a) para se tornar um(a)? O que um desenvolvedor Full Stack precisa saber? A primeira exigência a essa pessoa é o domínio de duas competências básicas para o desenvolvimento web front-end e back-end. Ou seja, é um profissional completo, que trabalha sites e aplicativos móveis na parte que o usuário vê e as que ele não vê.Habilidades do front-endAqui, ele trata conteúdos do site que os visitantes visualizam na tela, dominando linguagens como HTML e CSS (layout e a aparência de páginas da web), assim como o JavaScript (conteúdos mais dinâmicos como gráficos animados, formulários interativos e apresentações de slides de fotos).Habilidades do back-endEm back-end, lida com o aspecto por trás das cenas de sites e aplicativos, com entendimento das linguagens de script, como JavaScript e PHP, usadas para fornecer instruções a aplicativos e automatizar processos de bastidores. Há também a SQL, usada para a comunicação com bancos de dados.Logo, se sua pergunta é o que um desenvolvedor full stack precisa saber, a resposta é simples: tudo o que envolve um projeto de site ou app.Isso significa que essa pessoa pode contribuir em qualquer lugar com uma equipe de desenvolvimento de produto digital, conforme necessário.Em resumo, um desenvolvedor full stack está habilitado para tarefas como:➜ Trabalhar com infraestrutura de sistemas;➜ Entender, criar e manipular bancos de dados;➜ Entender de código da API ou back-end em um ou mais idiomas;➜ Entender de código front-end em um ou mais idiomas.➜  Gerenciamento de projetos, desde a criação de especificações técnicas e documentos de arquitetura ao cronograma, se essa pessoa dominar metodologias ágeis, como SCRUM ou Kanban.Dentro do escopo de trabalho de um desenvolvedor full stack júnior, ou seja, que está começando na carreira, geralmente as qualificações necessárias são: ➜ Autonomia;➜ Capacidade de autogestão e auto-organização do trabalho; ➜ Correção e manutenção dos programas;➜ Implementação e a manutenção de novos sistemas.Também exige-se conhecimentos em programação HTML, CSS, JavaScript e Python, API's RESTful Git (Gitlab).Vale a pena ser desenvolvedor Full Stack?Horários de trabalho flexíveis, jobs engajados, que exijam criatividade, empatia, comunicação objetiva e altos salários iniciais (opa!), eis a realidade sobre o que é ser um desenvolvedor full stack, na prática.Um desenvolvedor full stack salário costuma ganhar, em média, R$ 4.017,00 segundo a consultoria Revelo. E essas são algumas das razões pelas quais muitos desenvolvedores estão planejando uma transição de carreira.Qual o melhor curso Full Stack?Uma profissão que exige muitas competências e a vontade de melhorar suas habilidades como programdor. Entendeu o sair da zona de conforto, agora? Então, se você está mudando de carreira ou vai iniciar em programação, que tal começar pela mais completa?E vale a pena, já que o mercado carece de profissionais tão resilientes, flexíveis e preparados assim, pagando altos salários por isso.Conheça nosso curso Full Stack, saia com um site para chamar de seu, com sua assinatura em todos os aspectos, para ter um portfólio atraente e iniciar na carreira o mais rápido possível.Além disso, na Digital House o(a) aluno(a) trabalha em equipe, usando metodologias ágeis, o que vai contar muitos pontos nos projetos do mundo real :)Leia mais no blog DH:+ Minha primeira linguagem de programação: como escolher?+ Primeiros passos no Git: o que eu preciso saber?+ Pague só quando possuir renda: conheça o modelo ISA da DH